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A educação pública de Santa Rita conquistou mais um importante resultado na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A equipe formada por alunas do município garantiu o 2º lugar na modalidade Prática Artística, em uma apresentação que uniu tecnologia, criatividade, expressão artística e a valorização da história e da identidade quilombola.

O projeto apresentado pelas estudantes teve como inspiração a memória da comunidade quilombola de Recursos, transformando elementos da trajetória e da ancestralidade da comunidade em uma apresentação de robótica carregada de significado.

Em cena, uma jovem caracterizada como princesa caminhava às margens da água, representando a memória das lutas, dos desafios e das conquistas dos antepassados que construíram a comunidade de Recursos. Ao seu lado, um carcará robótico, desenvolvido e programado pelas estudantes, assumia o papel de guardião daquela terra e daquela história.

A ave mecânica foi utilizada para representar a força, a resistência e a vigilância de um povo que mantém viva sua identidade, sua história e seus valores. Dessa forma, a tecnologia deixou de ser apenas um recurso técnico e passou a funcionar como instrumento de expressão cultural e preservação da memória comunitária.

Tecnologia a serviço da cultura

A construção da apresentação exigiu um trabalho que foi muito além da programação do robô. As estudantes precisaram integrar engenharia, sensores, programação, sonoplastia, expressão corporal e interpretação artística, criando uma apresentação capaz de envolver o público e os avaliadores.

Um dos destaques foi a interação entre a jovem e o carcará robótico. Os movimentos e sensores da máquina foram programados para acompanhar e reagir ao deslocamento da personagem, criando uma apresentação sincronizada e dando vida à narrativa construída pela equipe.

O projeto também nasceu de um processo de pesquisa sobre a história da comunidade de Recursos. As informações e referências encontradas foram transformadas em dramaturgia, mostrando como a robótica educacional pode ser utilizada para contar histórias, fortalecer o sentimento de pertencimento e aproximar os estudantes de suas próprias raízes.

Representatividade feminina na tecnologia

Outro ponto de destaque foi a participação de alunas de três escolas diferentes, que trabalharam juntas na construção do projeto. A união das estudantes demonstra a força da educação pública e mostra como iniciativas de robótica podem estimular o protagonismo feminino, a criatividade, o pensamento crítico e o interesse pela ciência e pela tecnologia desde os primeiros anos escolares.

A conquista do segundo lugar na OBR representa, portanto, muito mais do que uma medalha. É o reconhecimento de um trabalho que conseguiu conectar tecnologia e tradição, inovação e ancestralidade, mostrando que o conhecimento científico também pode ser uma ferramenta para preservar e contar a história de uma comunidade.

O resultado celebra o talento das estudantes, o trabalho dos educadores envolvidos e o potencial da educação pública de Santa Rita em formar jovens capazes de transformar conhecimento em criatividade, inovação e representação cultural.

A medalha de prata conquistada na etapa estadual reforça o destaque que a robótica educacional vem alcançando no município e evidencia o potencial dos jovens santa-ritenses para levar o nome de Santa Rita cada vez mais longe.

Parabéns às nossas meninas pela conquista e por mostrarem que tecnologia, cultura e ancestralidade podem caminhar juntas! 💫🥈🤖💙